Elevagro
lucas oliveiros de andrade
lucas oliveiros de andrade
lucas oliveiros de andrade Associado premium
Lagoa Formosa - MG1 de Fevereiro de 2019 às 12:28
Quais melhores princípios ativos para cigarrinha no r, milho, maior efeito de choque e melhores residuais? Qual qual intervalo mais seguro para alta e baixa pressão? Os patogenos que causam os enfezamentos e o vírus do raiado fino se hospedam apenas em milho?
0
Elevagro

Olá Lucas,

A primeira estratégia a ser adotada é o tratamento de sementes com inseticidas neonicotinoides. Porém é bem provável que não seja suficiente. Para controle em parte aérea do milho temos registrado atualmente apenas a mistura de bifentrina + carbosulfano. O uso desse mistura não deveria exceder a mais de duas aplicações por ciclo. Em ensaios de pesquisa o uso de acefato (organofosforado) proporcionou em torno de 50% de controle após 3 dias da segunda pulverização. No entanto, vale lembrar que não se tem registro para esse inseticida para esse alvo no milho. O controle químico como única estratégia será um risco grande ao manejo dessa praga. Atualmente o milho é considerado o único hospedeiro da cigarrinha e dos patógenos causadores dos enfezamentos no Brasil. Ambos, inseto-vetor e patógenos, se perpetuam através da migração das cigarrinhas, de lavouras de milho com plantas adultas doentes para lavouras jovens com plântulas sadias. Alguns trabalhos têm demonstrado que espécies de teosintos, capim-colonião, capim-marmelada e a Brachiaria decumbens podem ser hospedeiras dos molicutes (fitoplasma e espiroplasma). Porém, a importância dessas plantas como fonte primária do patógeno precisa ser melhor avaliada, principalmente se a cigarrinha-vetor pode se hospedar nessas plantas.

Phytus Club