Nematoide de cisto da soja (Heterodera glycines) Publicado em:

Neste material você vai ter acesso a informações sobre o nematoide de cisto da soja (Heterodera glycines):

  1. Principais regiões de ocorrência.
  2. Meios de sobrevivência e disseminação do patógeno.
  3. Descrição dos sintomas e danos na cultura.
  4. Métodos de manejo integrado.

 

Ocorrência

No Brasil, teve seu primeiro relato na safra 1991/1992. Presente em 10 estados brasileiros (MG, MT, MS, GO, SP, PR, RS, BA, TO e MA).

Estima-se que a área com esse nematoide seja de aproximadamente 3,0 milhões de há, possui 11 raças (1,2,3,4,4+,5,6,9,10,14 e 14+) distribuídas conforme a figura abaixo: 

Distribuição das raças de nematoide de cisto da soja no Brasil. (Figura adaptada de Torres et al., 2008)

Sobrevivência e disseminação

Sua sobrevivência se dá através dos cistos que podem permanecer no solo, na ausência de planta por aproximadamente 8 anos.

Sua disseminação é por transporte de solo infestado, que pode ser por implementos e maquinários agrícolas, sementes mal beneficiadas contendo partículas de solo aderidas, pelo vento, água e até por pássaros ao se alimentar de algo presente no solo acabam ingerindo os cistos.

 

Ciclo do Heterodera glycines.
Figura adaptada de Torres et al. (2008)

Sintomas 

São de fácil visualização, sistemas radiculares atacados observarem-se fêmeas na fase adulta na superfície das raízes, com a coloração branca/amarelada com um formato de limão.

Após ser fertilizada cada fêmea produz de 100 a 250 ovos armazenando a maior parte deles em seu corpo. Após a sua morte, seu corpo se transforma em uma estrutura altamente resistente, á deterioração e dessecação, apresenta uma coloração marrom escuro denominado cisto (figura 3 e 4). Devido á intensa ação do nematoide nas raízes as plantas exibem um aspecto de deficiência nutricional, porte reduzido e em muitos casos poucas vagens. 

 

Danos

O nematoide do cisto da soja Heterodera glycines, é responsável por perdas na ordem de 10 a 30%.

No entanto, dependendo do tipo de solo e da densidade populacional, podem atingir até 70%.

Este nematoide tem preferência por solos arenosos ou médio arenoso.  

Estratégias de manejo

A erradicação de Heterodera glycines, é praticamente impossível, e as práticas de manejo são onerosas.

Dentre as ferramentas que auxiliam o produtor no convívio com esse nematoide estão:  

  • Uso de cultivares resistente
  • Rotação ou sucessão com plantas não hospedeiras
  • Plantio direto

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Bibliografia consultada 

Ferraz, C.C.B., Monteiro, A.R. Nematoides. In: Bergamin Filho, A. Kimati, H., Amorin, L. (2008) Manual de fitopatologia: princípios e conceitos. Ed. Agronomia Ceres. 

Ferraz, S., Freitas, L.G.; Lopes, E.A.; Dias-Arieira, C.R. Manejo sustentável de fitonematoides. Viçosa, MG, Ed. UFV, 2010. 306p.    

INOMOTO, M. M. Principais nematóides na cultura da soja e seu manejo. Piracicaba: ESALQ/USP, 2006. 

INOMOTO, M. M. Sucessão de culturas no manejo de nematóides. Revista Cultivar – Grandes Culturas. Ano XIII. n. 151. Pag. 16-18. 2011/12. 

INOMOTO, M. M; ASMUS, G. L.; SILVA, R. A.; MACHADO, A. C. Z. Nematóides uma ameaça a cotonicultura brasileira, 2007. 

Torres, R.G ; Ribeiro, N. R. ; Boer, A.S ; Corbo, E ; Fernandes, O. ; Figueredo A.G. . Manejo Integrado de Nematóides em sistema de Plantio Direto no Cerrado 2008 (Circular Técnica). 

 

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