Reguladores vegetais no controle de estresses abióticos Publicado em:

Nesse material você vai entender um pouco mais sobre:

  • Estresses abióticos;
  • Reguladores vegetais a base de hormônios;
  • Poliaminas e sua atuação no controle de estresses;
  • Culturas e ganho produtivos sob aplicação de putrescina.

Estresses abióticos

Um dos principais fatores limitantes da produção agrícola é o estresse ocasionado por fatores abióticos. Fatores abióticos são todas as influências decorrentes do meio ambiente, como radiação solar, temperatura, vento, água, composição do solo, etc. O crescimento das plantas é diretamente afetado por esses fatores mencionados, que em condições de desequilíbrios como a ocorrência de algum tipo de estresse, podem desencadear danos severos na produção.

Em situações de estresse, seja ele hídrico (Figura 1), salino, ou provindo de qualquer outro meio, as plantas tendem a reduzir sua área foliar, diminuir a taxa de fotossíntese e a qualidade dos frutos. Uma maneira eficaz de lidar com esses tipos de estresse, é a utilização de produtos de efeito fisiológico (reguladores vegetais) a base de hormônios vegetais.

Figura 1. Área de soja com déficit hídrico. (Foto: Marlon T. Stefanello)

Reguladores vegetais a base de hormônios

Hormônios vegetais são aqueles já presente no organismo das plantas e que elas produzem de acordo com suas necessidades. Reguladores vegetais são produtos à base de hormônios vegetais que utilizados em baixas dosagens, tem potencial de promover, inibir e modificar os processos morfológicos e fisiológicos das plantas. Os hormônios mais conhecidos e utilizados nas culturas vegetais, são as auxinas, citocininas, giberelinas, etileno, etc.

Poliaminas e sua atuação no controle de estresses


As poliaminas apresentam uma forte atuação no controle de estresses abióticos. As principais poliaminas presentes nas plantas são a diamina putrescina (Put), a triamina espermidina (Spd) e a tetra-amina espermina (Spm). Reguladores vegetais com base de alguma dessas poliaminas mencionadas apresentam alta capacidade antioxidante de tolerância a estresses e regulação dos nutrientes necessários para a sobrevivência da planta.

Culturas e ganho produtivos sob aplicação de putrescina

Alguns estudos comprovam a ação da poliamina diamina putrescina no controle de estresse hídrico em hortaliças, como o tomateiro. A utilização da putrescina reduziu os danos ocasionados pelo estresse, onde é possível observar que o ganho produtivo em toneladas (ha) foi equivalente ao de plantas que não sofreram esse mesmo tipo de estresse. Além dessa cultura, as solanáceas e outras hortaliças podem se beneficiar do uso desse produto para controlar outros tipos de estresses abióticos, como por exemplo o estresse salino.

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