Nematoides de galhas Meloidogyne spp. Publicado em:

O material apresenta os danos, sintomas, ocorrência, sobrevivência, disseminação e estratégias de manejo para o nematoide das galhas. Conheça: 

  1. Principais espécies e ocorrência.
  2. Meios de sobrevivência e disseminação do patógeno.
  3. Descrição dos sintomas e danos na cultura.
  4. Métodos de manejo integrado.

Ocorrência 

Os nematoides das galhas ocorrem em vários estados Brasileiros, com destaque para quatro principais espécies desse gênero, devido à sua distribuição geográfica e ao alto grau de polifagia, que são:

  • M. javanica (Treub) Chitwood,
  • M. incognita (Kofoid & White)
  • M. arenaria (Neal) Chitwood,
  • M.hapla, Chitwood,

e outras espécies como M. coffeicola Lordello & Zamith, M. graminicola Golden & Birchfield, M. mayaguensis Rammah & Hirschmann entre outras já foram relatadas no Brasil. 

 

Sobrevivência e disseminação 

Normalmente este nematoide sobrevive ente 6 a 12 meses, dependendo da temperatura e umidade.

Sua disseminação envolve qualquer prática que movimente o solo (Máquinas e implementos agrícolas). 

 

Ciclo

 

Sintomas

As plantas atacadas pelos nematoides do gênero Meloidogyne, apresentam em seu sistema radicular a formação de galhas típicas.

Os tamanhos das galhas variam de acordo com as espécies de nematoides, condições do meio e reação da planta, em alguns casos as galhas são muito pequenas e de difícil visualização no caso do milho, por exemplo.

Alguns sintomas reflexos de parte aérea podem ser notados como tamanho desigual de plantas, aparentando o aspecto de deficiência nutricional, normalmente a campo dispostas em reboleiras.

 

Danos

O gênero Meloidogyne, compreende um grande número de espécies que causam danos em diversas culturas como a soja, algodão, feijão, cana-de-açúcar, entre outras.

As perdas estão na ordem de 10 a 40%, variando com relação à resistência das plantas, a alta densidade populacional no solo e o tipo de cultura. A combinação desses fatores pode potencializar perdas ainda mais elevadas.

Tem preferência por solos médio-argilosos (> 25% de argila).

 

Estratégias de manejo

Para qualquer medida de manejo a identificação correta desse patógeno é de suma importância.

Portando amostras de solo e raízes com galhas, devem ser coletadas na área com sintomas com aproximadamente 1 kg de solo e 5 a 10g de raízes, e encaminhar o mais rápido possível a um laboratório de nematologia.

Somente através do conhecimento da espécie é que se poderá elaborar uma estratégia adequada de manejo.

Dentre as ferramentas viáveis ao produtor estão:

  • Rotação ou sucessão com culturas não hospedeiras
  • Adubação verde (crotalária e mucuna)
  • Cultivares resistentes

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