Enfezamento no milho e seu vetor: a cigarrinha-do-milho Dalbulus maidis Publicado em:

Neste material você irá encontrar aspectos importantes sobre a cigarrinha do milho como :

- Introdução;
- Enfezamento pálido e Enfezamento vermelho;
- O vetor.


Introdução

A cigarrinha-do-milho, Dalbulus maidis (DeLong & Wolcott) (Hemiptera: Cicadellidae), é considerada uma das pragas mais importantes em milho (Zea mays L.), principalmente pela sua capacidade de transmitir, de forma propagativa os patógenos do enfezamento pálido e vermelho no milho.

Figura 1 – Folha infestada com a cigarrinha do milho e o detalhe da espécie.

Enfezamento pálido e Enfezamento Vermelho

O enfezamento pálido é causado por um microorganismo que se restringe ao floema das plantas, pertencente ao gênero Spiroplasma, corn stunt spiroplasma (CSS) e o enfezamento vermelho é associado a um fitoplasma, Maize bushy stunt phytoplasma (MBSP) (Figura 2). Ambos patógenos são pertencentes à classe Mollicutes (Bascopé & Galindo, 1980; Whitcomb, 1986).

Figura 2 – Enfezamento pálido (A) e enfezamento vermelho (B)

 O vetor

A cigarrinha, ao alimentar-se da seiva de plantas doentes, adquirem o mollicutes, que atravessam as barreiras do intestino dos insetos e alojam-se nas glândulas salivares. Assim, quando as cigarrinhas se alimentarem de plantas sadias, acabam transmitindo os mollicutes.

Figura 3 – Ilustração da cigarrinha do milho Dalbulus maidis e a forma de alimentação e aquisição do mollicutes.

Os sintomas do ataque dos mollicutes podem ser detectados nos tecidos de plantas de milho e a infecção por ambos patógenos tem sido associada a três fatores:

Figura 4 - Perda de vigor de plantas e encurtamento de entre-nós (esquerda) e esverdeamento e proliferação de espigas improdutivas (direita).

 

Figura 4 - Destruição do floema (que conduz a seiva nos vegetais).

Para saber mais sobre esse assunto, clique no card abaixo:

 

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