Tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas Publicado em:

A tecnologia de aplicação emprega todos os conhecimentos científicos que proporcionam a correta colocação do produto biologicamente ativo no alvo, em quantidade necessária, de forma econômica e com riscos mínimos de contaminação ambiental.

Tecnologia de aplicação de defensivos
Tecnologia de aplicação de defensivos

Essa tecnologia não se resume ao ato de aplicar o produto, mas refere-se à interação de vários fatores, como cultura, praga, doença, planta invasora, ambiente, produto e equipamento, buscando um controle eficiente.

Fatores que podem influenciar na tecnologia de aplicação

Para se obter a máxima eficiência, alguns fatores devem ser analisados antes e durante a aplicação de defensivos agrícolas:

  • Fatores climáticos: os fatores climáticos como temperatura, umidade relativa do ar e velocidade do vento devem ser monitorados para verificar o momento ideal de aplicação. Sua não verificação pode ocasionar evaporação e deriva do produto.
  • Textura do solo: a textura do solo é um fator que pode influenciar na dose do produto a ser utilizada, principalmente em defensivos que visam ao solo. Solos com textura argilosa requerem doses maiores do que solos com textura arenosa.
  • Princípio ativo: o princípio ativo refere-se ao componente tóxico do defensivo nas formulações comerciais. Devem ser analisados quanto à dose, à técnica de aplicação, à forma de atuação e à formulação.
  • Máquina: a máquina deve ser adequada para o tipo de aplicação e estar em boas condições, para se atingir o resultado desejado.
  • Alvo: o alvo é o que será atingido pelo processo de aplicação, podendo corresponder a plantas infestantes, organismos nocivos ou ao próprio solo.
  • Espectro de gotas: o espectro de gotas é considerado um dos fatores mais importantes para que a aplicação seja eficiente, visto que as gotas produzidas devem ter uma distribuição uniforme.

A importância do espectro de gotas na tecnologia de aplicação

O estudo do espectro de gotas é importante para otimizar a quantidade de produto depositado no alvo, com perdas mínimas para outros lugares. A maioria das aplicações apresentam gotículas que variam de acordo com o tamanho.

As gotas grandes ficam depositadas no topo da planta, enquanto que as gotas muito pequenas podem evaporar em condições climáticas de baixa umidade relativa, ou serem levadas pela corrente de ar, provocando a perda de produto devido ao fenômeno da deriva.

Equipamentos utilizados na tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas

Os equipamentos de aplicação devem ser regulados para se obter a vazão de calda necessária para aplicar o volume estabelecido, com distribuição da calda em forma de gotas de um determinado tamanho, capazes de chegar até o alvo. A seguir, alguns tipos de equipamentos utilizados na tecnologia de aplicação de defensivos agrícolas:

  • Pulverizadores hidráulicos: são capazes de fragmentar o líquido em gotas devido à pressão exercida sobre a mistura (água + produto), proveniente de uma bomba hidráulica. Exemplos: pulverizador costal manual, motorizado e de barra.
  • Pulverizadores autopropelidos: possuem grande capacidade de carga e alto rendimento operacional, são equipados com motor, cabine e sistema de pulverização (bombas, barras, bicos) em uma mesma plataforma e mesmo chassi.
  • Pulverizadores hidropneumáticos: são também chamados de atomizadores tipo cortina de ar. Constituem uma alternativa viável à aplicação de defensivos em culturas perenes, como citrus, macieiras, pessegueiros, entre outras.
  • Pulverizadores eletrostáticos: seu princípio de funcionamento baseia-se em transferir cargas elétricas às gotas. Quando elas se aproximam do objeto aterrado (planta) com carga de sinal contrária à sua, são fortemente atraídas a esse.

 

 

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