Phaeosphaeria maydis em milho

Publicado em: 16/01/2017
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Este material traz informações sobre a pinta branca em milho.

  • Introdução;
  • Epidemiologia;
  • Sintomatologia;
  • Controle.

Introdução

A mancha-de-Phaeosphaeria ou pinta branca, cujo agente etiológico é o fungo Phaeosphaeria maydis, em associação com a bactéria Pantoea ananatis, é considerada, no Brasil, a principal doença do milho.

Esta doença está presente em todas as regiões onde o milho é cultivado e causa grandes prejuízos a cultura (FERNANDES & OLIVEIRA, 1997; SILVA, 2002). As perdas na produção podem ser superiores a 60% em situações de ambiente favorável e de uso de cultivares suscetíveis.

Epidemiologia

O desenvolvimento da doença é favorecido pela ocorrência de umidade relativa acima de 60% e de temperaturas noturnas amenas, em torno de 14 °C.

O fungo necrotrófico P. maydis, pode permanecer em restos de culturais e servir como inóculo para a próxima safra. Semeaduras tardias, realizadas a partir de novembro, favorecem elevadas severidades da doença devido à ocorrência dessas condições climáticas durante o florescimento da cultura, fase na qual as plantas são mais sensíveis ao ataque do patógeno e os sintomas são mais severos (FERNANDES; OLIVEIRA, 1997).

 

Sintomatologia

Os sintomas característicos da doença, na fase inicial, são manchas verde-escuras, de aspecto encharcado, circulares e elípticas, que posteriormente evoluem para acinzentadas necróticas, com diâmetro variando de 0,3 a 1 cm (FIGURA 1) (FERNANDES & OLIVEIRA, 1997; FANTIN & DUARTE, 2009).

Em geral, os sintomas surgem nas folhas inferiores, progredindo rapidamente para a parte superior das plantas. São mais evidentes e severos após o pendoamento e podem ser observados também na palha da espiga (COSTA et al., 2010). Estruturas reprodutivas fúngicas (peritécios e picnídios) podem se desenvolver no centro das lesões necróticas, nas fases tardias da doença (CASELA, 1998).

A doença era encontrada somente a partir do florescimento, porém o ataque vem ocorrendo em plantas jovens sendo já observado no campo em culturas com 40 dias, podendo atingir a planta por completo (Figura 2).

Em condições favoráveis, a doença causa sérios danos ao processo de enchimento de grãos levando à seca prematura da planta, com redução do ciclo e quedas acentuadas no tamanho e peso dos grãos (PINTO; FERNANDES, 1995; PINTO, 2004).

 

Controle

As principais medidas recomendadas para o manejo da mancha branca são o uso de cultivares resistentes, escolha da época de semeadura e aplicação de fungicidas.

 

Referências

CASELA, C. R. The phaeosphaeria leaf spot. In: CASELA, C. R.; RENFRO, R.; KRATTIGER, A. F. (Ed.). Diagnosing maize diseases in Latin America. Ithaca: ISAAA; Brasília: Embrapa, 1998. p. 15- 17. (ISAAA-Briefs, 9).
COSTA, R. V. da; CASELA, C. R.; COTA, L. V. Doenças. In: CRUZ, J. C. (Ed.). Cultivo do milho. 6. ed. Sete Lagoas: Embrapa Milho e Sorgo, 2010. (Embrapa Milho e Sorgo. Sistema de produção, 1).
FANTIN, G. M. & DUARTE, A. P. Manejo de doenças na cultura do milho safrinha. Campinas, Instituto Agronômico. p.16-19. (2009).
FERNANDES, F. T.; OLIVEIRA, E. de. Principais doenças na cultura do milho. Sete Lagoas: EMBRAPA-CNPMS, 1997. 80 p. (EMBRAPACNPMS. Circular técnica, 26).
PINTO, N. F. J. A.; FERNANDES, F. T. Avaliação de fungicidas no controle da mancha foliar de milho causada por Phyllosticta sp. (Phaeosphaeria maydis). Fitopatologia Brasileira, Brasília, v. 20, p. 333, 1995.
PINTO, N. F. J. A. Controle químico de doenças foliares em milho. Revista Brasileira de Milho e Sorgo, Sete Lagoas, v. 3, p. 134-138, 2004.
SILVA, R. G. Identificação de fontes de resistência aos enfezamentos causados por molicutes em milho. 2002. 56 f. Dissertação (Mestrado) - Viçosa, Universidade Federal de Viçosa, 2002.


Autor(a)

Drª. Angelica Marian da Silva

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