A produtividade da soja voltou ao centro das discussões técnicas com a chegada do 18º Fórum Nacional de Máxima Produtividade da Soja. O evento acontece nos dias 7 e 8 de julho, em Indaiatuba (SP), e apresenta os campeões da safra 2025/2026 no Desafio CESB.
Além disso, o encontro ganha relevância porque reúne produtores, consultores e especialistas que buscam entender, na prática, quais decisões aumentam o potencial produtivo da lavoura. Segundo a Revista Cultivar, a competição auditou cerca de 900 áreas de soja nas categorias sequeiro e irrigado.
Por isso, o tema interessa diretamente a quem produz, orienta ou vende soluções para o campo. A alta produtividade não nasce de um único produto. Ela surge de um conjunto de escolhas bem conduzidas: solo, cultivar, implantação, sanidade, nutrição, tecnologia e acompanhamento técnico.
Nesse contexto, Ricardo Balardin, consultor e CEO da Elevagro, ajuda a ampliar a leitura do tema. Como especialista com trajetória ligada à fitopatologia, à soja e à transferência de conhecimento para o agro, ele reforça uma ideia central: produtividade depende de ciência aplicada, mas também depende de estratégia de decisão.
O que é o Fórum CESB e por que ele importa?
Em primeiro lugar, vale entender o papel do CESB. O Comitê Estratégico Soja Brasil promove o Desafio Nacional de Máxima Produtividade de Soja e cria um ambiente de comparação técnica entre áreas de alto desempenho.
Além disso, o Fórum Nacional CESB transforma os resultados do desafio em conhecimento compartilhado. Produtores e consultores apresentam experiências, discutem manejo e mostram quais estratégias contribuíram para os maiores resultados da safra.
Na prática, o evento funciona como uma vitrine técnica da sojicultura brasileira. No entanto, ele não serve apenas para celebrar recordes. Ele também ajuda o setor a enxergar padrões de manejo, gargalos produtivos e oportunidades de evolução.
Assim, cada resultado premiado vira ponto de partida para uma pergunta importante: o que outros produtores podem aprender com esses sistemas de alta performance?
Alta produtividade não acontece por acaso
A Revista Cultivar destaca que todos os TOP 10 da última edição do Desafio CESB passaram de 120 sacas por hectare. Esse dado chama atenção porque mostra que o teto produtivo da soja avança quando produtores e consultores trabalham a lavoura como um sistema.
Portanto, a conversa precisa ir além do número final. Antes da colheita, o produtor toma várias decisões que sustentam ou limitam o resultado. Ele define o ambiente, escolhe a cultivar, organiza a implantação, monitora doenças e ajusta o manejo conforme o ciclo avança.
Além disso, lavouras de alta produtividade costumam combinar planejamento e disciplina operacional. O produtor não espera o problema aparecer para agir. Ele observa o ambiente, mede riscos e corrige o caminho com base em informação.
Dessa forma, a produtividade deixa de parecer um acaso. Ela passa a refletir método, acompanhamento e tomada de decisão. Essa leitura conversa diretamente com a proposta técnica da Elevagro: transformar conhecimento em prática para melhorar resultados no campo.
A visão de Ricardo Balardin: ciência, manejo e decisão
Ricardo Balardin tem uma trajetória diretamente ligada a esse debate. O Balardin é Ph.D. em Crop and Soil Sciences, com ênfase em Plant Pathology, pela Michigan State University. Ele também tem mestrado em Fitotecnia e graduação em Agronomia pela UFRGS.
Além disso, a Revista Cultivar já citou Balardin como engenheiro agrônomo, CEO Elevagro e membro fundador do CESB. Essa conexão fortalece o vínculo entre sua atuação técnica e a agenda de máxima produtividade da soja.
No campo, Balardin costuma defender uma visão sistêmica da lavoura. Ou seja, o manejo não deve depender de uma ação isolada. O resultado melhora quando o produtor conecta cultivar, sementes, plantabilidade, solo, clima, sanidade, nutrição e histórico da área.
Por outro lado, essa abordagem também exige cuidado com soluções fáceis demais. Em alta produtividade, não existe “produto mágico”. O que existe é uma sequência de decisões técnicas que protege o potencial da planta até a colheita.
Por isso, a pergunta mais estratégica deixa de ser “qual produto aumenta minha produção?” e passa a ser “quais decisões evitam perda de potencial durante a safra?”. Essa mudança de raciocínio ajuda consultores e produtores a saírem do manejo reativo.

O que os campeões do CESB têm em comum?
Os vencedores do Desafio CESB mudam a cada safra, mas os grandes aprendizados costumam caminhar na mesma direção. O primeiro deles é a construção do perfil de solo. Um ambiente radicular bem estruturado ajuda a planta a explorar mais volume de solo, acessar água e nutrientes e responder melhor a períodos de estresse.
O segundo ponto é a implantação da lavoura. Escolha de cultivar, vigor e sanidade das sementes, população ajustada, distribuição uniforme e operação de plantio bem feita definem boa parte do teto produtivo. Erros nessa etapa dificilmente são compensados depois.
O terceiro aprendizado é o manejo de doenças da soja. A sanidade da planta precisa ser pensada de forma preventiva e integrada. Em lavouras de alto potencial, cada decisão de manejo tem impacto direto na manutenção da área foliar, no enchimento de grãos e na expressão do potencial genético.
O quarto ponto é o uso de informação. A agricultura digital, o monitoramento climático, os mapas de ambiente e os dados históricos da propriedade estão deixando de ser diferenciais distantes. Eles ajudam o consultor e o produtor a tomar decisões mais precisas, no momento certo.
O que produtores e consultores podem levar para a próxima safra?
O principal aprendizado do Fórum CESB é que produtividade precisa ser construída. Para o produtor, isso significa olhar para a lavoura como um sistema. Para o consultor, significa transformar conhecimento técnico em recomendação prática, com clareza de prioridade e impacto econômico.
Uma boa forma de aplicar esse raciocínio é revisar a safra em quatro perguntas simples: o ambiente produtivo estava bem corrigido? A implantação foi feita com qualidade? O manejo fitossanitário preservou o potencial da planta? As decisões foram baseadas em dados ou apenas em rotina?
Quando essas perguntas entram no planejamento, a assistência técnica sai do modo reativo e passa para uma atuação mais estratégica. Isso é fundamental para quem busca rentabilidade, sustentabilidade e consistência de resultado.
Para quem quer aprofundar o tema, o Pro Soja, uma realização da Elevagro com o CESB, é um caminho direto para estudar máxima produtividade com base em conhecimento técnico aplicado. Também vale acompanhar os conteúdos da Elevagro sobre produtividade da soja, manejo de doenças, agricultura digital e estratégias de campo.
Produtividade é método, não promessa
O Fórum CESB ajuda a mostrar que os maiores resultados da soja brasileira não são obra do acaso. Eles são resultado de método, observação, manejo e decisão. A cada safra, os campeões demonstram que ainda há espaço para avançar quando o conhecimento técnico é aplicado com disciplina.
Nesse cenário, a contribuição de Ricardo Balardin reforça uma leitura importante para o agro: alta produtividade exige ciência, mas também exige estratégia. O produtor precisa entender a lavoura. O consultor precisa interpretar o sistema. E as empresas precisam apoiar decisões cada vez mais bem embasadas.
No fim, o número de sacas por hectare é apenas o resultado visível. Por trás dele, existe uma sequência de escolhas técnicas que começa muito antes da colheita.
Continue acompanhando o blog da Elevagro para entender como transformar conhecimento técnico em decisões mais seguras no campo. Para aprofundar sua formação, conheça os cursos da Elevagro e os conteúdos sobre soja e manejo.