Sementes e grãos esverdeados Publicado em:

Neste material você vai entender um pouco mais sobre:

  • Sementes e grãos esverdeados;
  • Enzimas envolvidas na degradação da clorofila;
  • Problemas na qualidade.

Sementes e grãos esverdeados

Na safra 2019/2020 foram relatadas altos índices de colheita de sementes e grãos esverdeados na cultura da soja (Glycine max L. Merrill), principalmente na região sul do Brasil.

A ocorrência de estiagem e períodos com temperaturas mais elevadas nas fases de maturação e pré-colheita da cultura, contribuíram para que este fato tenha ocorrido.

Sementes e grãos esverdeados (Figura 1) são resultado da falta da degradação da clorofila. Esta ação é realizada através das enzimas magnésio-chelatase e clorofilase, que resulta na perda da coloração verde (FRANÇA-NETO et al., 2016). Em condições normais, ou seja, sem a ocorrência de estresses severos, estas enzimas degradam a clorofila e as sementes de soja apresentaram sua coloração normal.

Figura 1. Grãos de soja esverdeadas. (Foto: Fernando Stefanello)

A alta porcentagem de sementes esverdeadas em um lote de sementes se torna um grande problema, pois afeta negativamente a qualidade fisiológica das sementes, o que diminui seu índice de vigor e germinação (TEIXEIRA et al., 2020), que pode condenar completamente um o lote de sementes. Para grãos também é um fator a ser considerado, pois no esmagamento e na produção de óleo a coloração esverdeada permanece, sendo necessária a utilização de filtragens especiais neste processo, aumentando assim o custo de produção.

Desta maneira, o beneficiamento adequado é necessário para que ocorra a retirada do maior número possível destas sementes ou grãos esverdeados. 


Referências

FRANÇA-NETO, J. B.; KRZYZANOWSKI, F. C.; HENNING, A. A.; PÁDUA, G. P.; LORINI, I.; HENNING, A. F. Tecnologia da produção de semente de soja de alta qualidade. Embrapa Soja, 2016. 30p.

TEIXEIRA, S. B.; SILVA, J. G.; MENEGUZZO, M. R. R.; MARTINS, A. B. N.; MENEGHELLO, G. E.; TUNES, L. V. M. Green soybean seeds: effect on physiological quality. Ciência Rural, v.50, n.2, 2020.

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