Manejo do nabo e adubação: a taxa variável em preparação a cultura do milho Publicado em:

O nabo forrageiro (Raphanus sativus) é uma cultura versátil que tem sido bastante utilizada como planta de cobertura e adubação verde do solo. Algumas características como rápido crescimento, adaptação as condições de inverno, alta produção de massa seca e seu sistema radicular pivotante agressivo fazem dessa cultura uma boa alternativa para entressafra.

Em função da precocidade e rápido fechamento do dossel em até 60 dias, no que se refere à cobertura do solo, auxilia na redução do desenvolvimento de plantas daninhas, o que resulta em maior facilidade de controle e posteriormente em dessecação para os cultivos subsequentes. Devido ao seu sistema radicular profundo, o nabo contribui na descompactação do solo e também na ciclagem de nutrientes, entre eles, nitrogênio, fósforo e potássio, pela exploração de camadas mais profundas, absorção, e disponibilização em superfície por ocasião da incorporação da parte aérea.

Com planta antecessora a cultura do milho, o nabo se mostra bastante adequado, devido ao bom volume de massa seca e boa quantidade de potássio e nitrogênio deixada no solo.

Figura 1. Lavoura de nabo

Manejo do nabo antecedendo a cultura do milho


Tradicionalmente, o amassamento do nabo utilizando rolo-faca é uma prática bastante utilizada. No entanto, na Agropecuária Cechin, no município de Júlio de Castilhos no Rio Grande do Sul, tem sido testado de uma forma diferente. O nabo é uma cultura com alto teor de umidade e por isso precisa ser amassado e cortado com antecedência para adequar a umidade do solo para a semeadura do milho. O uso do rolo-faca para esse manejo mostra algumas fragilidades em função de amassar o nabo, mas não proporcionar um corte adequado. Sem o corte, o processo de decomposição é mais lento, e assim, pode favorecer para que a umidade do solo se mantenha elevada e não adequada para semeadura do milho.

O manejo do nabo na Agropecuária Cechin tem sido feito com uso da plantadeira para o amassamento e corte. Nesse caso, a plantadeira além de amassar, corta mais eficientemente as plantas, não compactando, acelerando a morte e decomposição do nabo e reduzindo a umidade mais rapidamente para semeadura do milho.

Vídeo 01. Fonte: Agropecuária Cechin

 

Vídeo 01. Fonte: Agropecuária Cechin 

 

Vídeo 02. Fonte: Agropecuária Cechin

 

O uso da plantadeira visa também colocar o adubo na linha ao invés da aplicação a lanço em superfície. Nesse manejo da fertilidade do solo para a semeadura do milho, a Agropecuária Cechin tem adotado a aplicação a taxa variável de cloreto de potássio e MAP, aproveitando as funcionalidades da máquina. Posteriormente, uma dose de cloreto será também aplicada a lanço, em pré-plantio do milho e uma dose de adubo será complementada por ocasião da semeadura do milho. Esse fracionamento visa melhorar a distribuição do adubo ao longo do ciclo da cultura, no entendimento de que se aplicar tudo no sulco no manejo do nabo, poderá ocorrer perdas dos nutrientes, principalmente pelos processos de lixiviação, ocasionando perdas em produtividade.

Essa prática com o uso da plantadeira tem gerado um bom rendimento operacional, e com o mapa de fertilidade gerado, permite trabalhar ambos os adubos, tanto o cloreto, quanto o MAP, a taxa variável, afirma Rogério Cechin, um dos proprietários da Agropecuária.

Vídeo 03. Monitor evidenciando a distribuição a taxa variável de ambos os adubos. Fonte: Agropecuária Cechin

A complementação do manejo com a dessecação

Aproximadamente dez dias após o manejo anterior de corte do nabo e adubação, é realizada a dessecação do nabo como manejo complementar, para a posterior semeadura do milho. Nessa dessecação, algumas plantas de nabo que a máquina não matou ou que rebrotaram, são eficientemente controladas pela dessecação com herbicidas eficazes.

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