Controle de plantas daninhas em trigo Publicado em:

Fique por dentro das estratégias de manejo de plantas daninhas na cultura do trigo.

O trigo (Triticum aestivum) é uma das principais culturas utilizadas no Sul do Brasil durante o período de inverno. Todavia, a mesma precisa ser bem estabelecida, ficando livre de competição inter e intraespecífica durante seu desenvolvimento, a fim de garantir seu potencial de rendimento.

O controle inadequado de plantas daninhas antes ou após a semeadura do trigo compromete seu desenvolvimento, estando entre os principais fatores relacionados ao baixo rendimento da cultura.

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Figura 1. A competição do trigo com as plantas daninhas pode limitar consideravelmente a produtividade do cereal. Fonte: Renan Teston, disponível em: https://elevagro.com/foto/trigo-em-perfilhamento/.

Dentre as principais plantas daninhas que acometem a cultura do trigo estão o azevém (Lolium multiflorum), as aveias branca e preta (Avena sativa e A. strigosa), o nabo (Raphanus sp) e a buva (Conyza sp). Também é possível encontrar plantas voluntárias que, quando não controladas, causam danos à cultura; dentre elas destacam-se a soja voluntária (Glicyne max) e o milho (Zea mays).

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Figura 2. Exemplo de plantas de soja voluntária competindo com cereais de inverno. Fonte: Silvia Ortiz, disponível em: https://elevagro.com/foto/soja-voluntaria-em-cereais-de-inverno/.

O controle das plantas daninhas em trigo pode ocorrer em dois momentos distintos: antes ou após a emergência da cultura. Estes momentos são definidos como manejo de pré-emergência ou pós-emergência (respectivamente).

Manejo em pré-emergência

O manejo pré-emergente é aquele que antecede a semeadura do trigo, quando o objetivo principal é ter a área limpa para poder semear no limpo, no intuito de reduzir a competição entre planta cultivada e plantas daninhas. 
Quando se trata do manejo pré-emergente, normalmente há o objetivo de realizar o controle de plantas dicotiledôneas e liliopsidas por meio da utilização de herbicidas de maior espectro de ação como, por exemplo, o uso de 2,4-D, metsulfurom metílico, glifosato, glufosinato de amônio, diquate, dentre outros.

Normalmente, neste momento são utilizadas aplicações de forma sequencial, as quais tendem a apresentar uma maior eficiência de controle das plantas daninhas presentes nas áreas.

Manejo em pós-emergência

Já o manejo pós-emergente é realizado quando se tem a ocorrência de plantas daninhas como azevém e nabo. Para esse manejo são utilizados herbicidas específicos, os quais são seletivos à cultura. Todavia, para se realizar o controle das plantas mencionadas acima é de extrema importância conhecer e compreender os estádios de desenvolvimento das plantas daninhas e da cultura do trigo. Isso para que se possa ser mais assertivo e não causar danos à cultura de interesse.

Como exemplo de produtos que se tem para aplicação em pós-emergência, pode-se citar o iodossulfurom metílico, que atua tanto para nabo como para azevém, e o clodinafope propargil, que controla especialmente plantas liliopisidas como azevém e aveia. 

Fique atento!

Antes de decidir sobre qual produto utilizar no manejo das plantas daninhas, é de extrema importância monitorar as áreas para compreender a necessidade de realização de manejo pré ou pós-emergente, ou de ambos na mesma área, para tomar uma decisão mais assertiva.

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