Conheça quatro doenças da aveia Publicado em:

As doenças que podem limitar a produção de aveia

Neste material, você vai conhecer um pouco mais sobre:

  • Mancha-marrom
  • Ferrugem da folha
  • Ferrugem do colmo
  • Helmintosporiose 

A aveia (Avena sp.) é um cereal pertencente à família das gramíneas, adaptado às regiões de climas frios e úmidos, sendo os maiores produtores mundiais países como a Rússia, o Canadá, os Estados Unidos, a Austrália e a Finlândia. No Brasil, os principais estados produtores são Santa Catarina e Paraná.
Existem várias espécies de aveia, mas as mais conhecidas são a aveia branca, que é utilizada na alimentação humana, em produtos de higiene e na produção de ração animal; e a preta, que é usada como uma cobertura de solo (espécie forrageira).
Conheça a seguir algumas doenças que acometem a aveia e que podem limitar sua produção (Figura 1).

Figura 1. A mancha-marrom (Bipolaris sorokiniana), a helmintosporiose (Drechslera avenae) e a ferrugem da folha (Puccinia coronata f. sp. avenae) e do colmo (Puccinia graminis f. sp. avenae) são doenças bastante comuns na cultura da aveia. Fonte: Rafael de Jesus. Disponível em: https://elevagro.com/foto/bipolaris-drechslera-e-puccinia-em-aveia/.
Figura 1. A mancha-marrom (Bipolaris sorokiniana), a helmintosporiose (Drechslera avenae) e a ferrugem
 da folha (Puccinia coronata f. sp. avenae) e do colmo (Puccinia graminis f. sp. avenae)
são doenças bastante comuns na cultura da aveia. Fonte: Rafael de Jesus.
Disponível em: https://elevagro.com/foto/bipolaris-drechslera-e-puccinia-em-aveia/.

Macha-marrom

    A mancha-marrom, causada pelo fungo Bipolaris sorokiniana, ocorre principalmente nas regiões produtoras de aveia em que o clima é mais quente. Pode ser encontrada em trigo, cevada, centeio e triticale. Os primeiros sintomas são lesões necróticas pardas localizadas nas primeiras folhas, pois o inóculo inicial advém da semente. 
A doença pode acometer o cereal em qualquer fase de desenvolvimento. Nas folhas, podemos observar manchas de formato oval ou alongado, de coloração marrom, podendo variar de escuro a pardo, podendo até ser pretas com halo amarelado ao redor da lesão. Em casos severos, as lesões podem coalescer, de forma que as folhas morrem. 
O tratamento de sementes e da parte aérea com fungicidas é uma das práticas mais importantes a serem consideradas no controle da doença. 

Helmintosporiose

    Esta doença causada por Drechslera avenae (Pyrenophora avenae) está recebendo mais atenção nos últimos anos, principalmente em regiões onde a aveia é usada em sistemas de semeadura direta como cobertura do solo. Os sintomas são manchas foliares de cor marrom, que se espalham pelo limbo foliar e que, ao coalescer, podem levar à necrose da folha. Em condições favoráveis, a doença afeta ainda brácteas, panículas e grãos, onde o inóculo permanece de um ano para outro.
    Para controle da doença, é importante eliminar plantas voluntárias, estabelecer um sistema de rotação de culturas, o uso de sementes sadias e de fungicidas. 

Ferrugem da folha

    A ferrugem da folha é a principal doença da aveia, ocorrendo em todas as regiões onde o cereal é cultivado. Causada pelo fungo Puccinia coronata f. sp. avenae, pode prejudicar significativamente a produção de grãos.
    Os sintomas são pústulas que se encontram nas folhas, bainhas e panículas, que são pequenas, ovais e isoladas, deixando à mostra a massa alaranjada de uredósporos.
Para diferenciar esta doença da ferrugem do colmo é preciso observar as pústulas, que neste caso são menores, amarelas-claras e sem tecidos epidermais levantados ao seu redor.
    A principal medida de controle está no uso de fungicidas, já que a resistência apresenta curta duração e a eliminação de plantas voluntárias apresenta pouco efeito.

Ferrugem do colmo

    Causada pelo fungo Puccinia graminis f. sp. avenae, a doença tem relação com a ocorrência de temperaturas altas durante a primavera. Mesmo não sendo a principal doença, quando ocorre, causa danos significativos à produção. 
    Os sintomas são manchas em forma de pontos amarelados que, conforme a doença avança, tornam-se lesões mais salientes, maiores e mais alongadas, no sentido das nervuras, até o rompimento da epiderme para exposição dos uredósporos.
    A principal medida de controle é a escolha de cultivares resistentes à doença. O uso de fungicidas e a eliminação de plantas voluntárias também contribuem no controle.

Referências

FERNANDES, J. M.; PICININI, E. C. Controlando as doenças de trigo na
 hora certa. Passo Fundo: Embrapa Trigo, 1999. (Embrapa Trigo. Comunicado Técnico Online, 22).  Disponível: http://www.cnpt.embrapa.br/biblio/p_co22.htm

FORCELINI, C. A.; REIS, E. M. Doenças da aveia. In: KIMATI, H.; AMORIM, L.; BERGAMIN FILHO, A.; CAMARGO, L. E. A.; REZENDE, J. A. M. (ed.). Manual de Fitopatologia. Volume 2: Doenças das plantas cultivadas. 4 ed. São Paulo: Agronômica Ceres, 2005.

TAKEITI, C. Y.  Aveia. In: AGEITEC - Agência Embrapa de Informação Tecnológica. Árvore do Conhecimento: tecnologia de alimentos. Disponível em http://www.agencia.cnptia.embrapa.br/gestor/tecnologia_de_alimentos/arvore/CONT000girlwnqt02wx5ok05vadr1pof7xln.html. Acesso em: 23 fev. 2021.

 

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