Como o uso dos bioinseticidas tem ajudado produtores como uma alternativa para o controle de lagartas Publicado em:

Recentemente, foi lançado um novo produto que junta duas cepas de bactéria para controlar lagartas de extrema importância para culturas como a soja, o algodão e o milho, mostrando o potencial dos bioprodutos no controle de pragas.  O alvo deste produto são a lagarta-do-cartucho, Spodoptera frugiperda, e a falsa-medideira, Chrysodeixis includens.

Figura 1. Dano causado pela lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) em milho. Fonte: Marcelo Gripa Madalosso. Disponível em: https://elevagro.com/foto/dano-de-lagarta-do-cartucho-spodoptera-frugiperda-em-milho/.
Figura 1. Dano causado pela lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) em milho. Fonte: Marcelo Gripa Madalosso. Disponível em: https://elevagro.com/foto/dano-de-lagarta-do-cartucho-spodoptera-frugiperda-em-milho/.

A bactéria utilizada é a Bacillus thuringiensis (Bt), a qual produz uma proteína com propriedades inseticidas que não causam qualquer prejuízo para os humanos, outros animais e nem mesmo para o ambiente. A utilização do produto é por meio de sua pulverização sobre as folhas, de modo que a lagarta, ao se alimentar, acaba sendo afetada pela ação dessas proteínas. Segundo os pesquisadores, a alta eficiência deste bioproduto está relacionada à diversidade das proteínas Cry e VIP produzidas pelos isolados da bactéria.

Figura 2. Lavoura de milho. Fonte: Elevagro.
Figura 2. Lavoura de milho. Fonte: Elevagro.

Pesquisas têm mostrado que há cada ano a resistência das pragas aos produtos químicos aplicados junto com as cultivares transgênicas vem aumentando, devido ao uso ampliado dessas técnicas para tentar reduzir as perdas na produção agrícola.

Neste cenário, os cientistas acreditam que o uso dos novos inseticidas microbiológicos são a melhor alternativa para o controle de lagartas, devido a suas características de especificidade biológica, ou seja, ao atacar somente o inseto-alvo, não causam prejuízo aos inimigos naturais e muito menos ao meio ambiente. 

Esses fatos contribuíram com os últimos dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), que registrou, em 2020, noventa e cinco novos defensivos de controle biológico, segundo o órgão, um recorde se comparado com anos anteriores.

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