Indutores de resistência em plantas Publicado em:

Indução de resistência e a nutrição de plantas

Neste material, você vai conhecer um pouco mais sobre:

  • O que são indutores de resistência
  • Tipos de indutores 
  • Vantagens

Uma forma alternativa de controle de doenças em plantas é o uso de indutores de resistência. A indução da resistência consiste no aumento da capacidade de defesa da planta contra o amplo espectro de organismos fitopatogênicos, incluindo fungos, bactérias e vírus.

Figura 1. Os indutores de resistência conferem às plantas um aumento de defesa contra diversos patógenos
Figura 1. Os indutores de resistência conferem às plantas um aumento de defesa contra diversos patógenos

A atuação dos indutores de resistência não se dá pela eliminação do patógeno, e sim pela ativação da resistência latente da planta, fazendo com que a entrada ou a posterior atividade do patógeno em seus tecidos seja evitada ou atrasada.

Tipos de indutores de resistência em plantas

As plantas, quando atacadas, defendem-se por meio de mecanismos estruturais ou bioquímicos, que podem ser divididos em:


  • pré-formados (passivos ou constitutivos), que já estão presentes nas plantas antes do contato com o patógeno, e;
  • pós-formados (ativos ou induzíveis), que estão ausentes ou presentes em baixos níveis antes da infecção, sendo produzidos ou ativados em resposta à presença de patógenos.

Os indutores de resistência pré-formados estruturais são a presença de cutículas, estômatos, tricomas e paredes celulares espessas. A planta pode ainda se defender, se o patógeno conseguir acesso ao seu interior, pela formação de papilas, halos, lignificação, camadas de cortiça e tiloses. Nos mecanismos pré-formados bioquímicos, a planta pode produzir substâncias de natureza química, como fenóis, alcaloides, lactonas e algumas proteínas.

Os mecanismos pós-formados, aos quais se relaciona a indução de resistência, ocorrem em resposta à ativação, por tratamentos bióticos ou abióticos de mecanismos de resistência latentes nas plantas. Esses mecanismos pós-formados podem ser estruturais, formando barreira física contra a entrada do patógeno, e bioquímicos, que são substâncias que podem ser tóxicas ao patógeno ou criam condições que desfavorecem seu desenvolvimento no interior da planta.

As vantagens da indução de resistência e a nutrição de plantas

As vantagens da indução da resistência são a ausência da especificidade (amplo espectro de ação) protegendo a planta contra vários tipos de patógenos, como vírus, bactérias, fungos e nematoides; o caráter sistêmico; pode ser transmitida por enxertia; e pode ser persistente por dias, semanas e até meses. Esse efeito protetor vai depender do intervalo de tempo entre a indução e o ataque pelo patógeno. Essa dependência indica que mudanças no metabolismo da planta, envolvendo síntese ou acúmulo de substâncias, pode interferir no fenômeno da indução.

Diante disto, o equilíbrio nutricional é fundamental para que o controle funcione, pois permite taxas ideais de síntese proteica, evitando acúmulo em excesso. A capacidade que as plantas têm de se defender é, sem dúvida, influenciada pelo vigor e por seu estádio fenológico. Uma planta com deficiências nutricionais é normalmente mais vulnerável ao ataque de patógenos do que outra em condições nutricionais ótimas.

O aumento da tolerância está relacionado à capacidade da planta se recuperar em caso de ataque. Considerando patógenos radiculares, o estado nutricional da planta pode favorecer ou limitar o processo de infecção e de colonização.

Consideração importante sobre a indução de resistência de plantas

Essa resistência pode ser parcial, incompleta e, com o passar do tempo, pode ser necessário reativar a indução. Por ser parcial e inespecífica, a resistência não impõe pressão de seleção sobre o patógeno, dificultando a quebra de resistência.

 

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