Publicado em: 19/02/2022
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Principais pragas da cultura do tabaco

 

Pulgão (Myzus nicotianae e Myzus persicae - Hemiptera: Aphididae)

O pulgão-do-fumo (Myzus nicotianae) e o pulgão-verde (Myzus persicae) são pragas de importância econômica na cultura do fumo e praticamente indistinguíveis apenas pela morfologia externa. Até M. nicotianae ser descrito pela primeira vez no fumo, ele era considerado uma população de M. persicae adaptada à cultura do tabaco. Diferentes colorações podem ser observadas em ambas as espécies, além de serem espécies cosmopolitas.

Myzus persicae são pulgões com desenvolvimento partenogenético (fêmea não necessita ser fecundada pelo macho), cujas fêmeas possuem o forma corporal oval e comprimento entre 1 e 2 mm. A coloração varia grandemente, desde o verde e suas variações até rosa ou vermelho. Myzus persicae quando alado possui uma mancha escura na parte central do dorso abdominal. As formas imaturas das fêmeas dessa espécie possuem na maioria das vezes a coloração rosa ou vermelha enquanto que os machos possuem coloração amarelada.

Myzus nicotianae tem sido descrito como uma praga severa em várias culturas, especialmente em plantas de tabaco. O adulto é um pequeno afídeo que possui uma grande variação de cor, desde o amarelo e suas variações até quase preto. As asas podem ou não estar presentes. As ninfas são semelhantes aos adultos, porém são ápteras e menores que os adultos.

Danos na cultura do fumo

Diversos danos diretos e indiretos podem ocorrer pelo ataque de pulgões no fumo. Um primeiro deles está ligado a sucção da seiva das folhas, ocasionando o encarquilhamento destas, acarretando em perda de peso e qualidade das folhas. Um segundo dano está ligado a liberação de exsudatos açucarados nos locais lesionados, os quais favorecem o desenvolvimento de fumagina, um fungo que cresce sobre a superfície das folhas e que dificulta a fotossíntese. Um terceiro dano refere-se ao potencial de transmissão de viroses dessas espécies de pulgão, tal como virose do mosaico-do-fumo, causada pelo TMV (Tobacco mosaic virus).

 

Monitoramento e controle

O nível de controle ainda não foi estabelecido para M. persicae e M. nicotianae na cultura do tabaco. Uma das principais estratégia de controle tem sido a aplicação de inseticidas sistêmicos preventivamente via aplicação de rega na bandeja ou em drench logo após o transplante. Os principais produtos que poderão ser utilizados são os do grupo dos neonicotinóides (tiametoxan e imidacloprido), ciantraniliprole, flupiradifurona e pimetrozina. Quando possível, considerar a adoção de outras estratégias de controle dentro de um programa integrado.

Autor(a)
Dr.ª Margarete Manuele Siqueira Silva

Dr.ª Margarete Manuele Siqueira Silva

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