Proteja-se contra a Ferrugem asiática da soja

Publicado em: 23/02/2022
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Proteja-se contra a Ferrugem Asiática da Soja

 

Quais são os danos da ferrugem?

 

No mundo são relatadas perdas em diversos países produtores que perfazem 10 a 90%, dependendo do local de cultivo. Na atualidade a ferrugem asiática da soja é a doença de maior potencial de dano, devido à sua alta virulência e velocidade de disseminação.

Além do rendimento de grãos, a doença pode afetar o teor de óleo nos grãos produzidos em plantas infectadas. Nos últimos 15 anos, o custo da ferrugem da soja para o Brasil chegou a US$ 23,4 bi.

 

Não deixe a ferrugem evoluir: monitore sua lavoura!

 

Quais são os fatores que afetam a ocorrência da doença?

 

A soja é suscetível em todos os estádios de desenvolvimento, mas os sintomas aparecem preferencialmente no estádio reprodutivo. O triângulo da ferrugem explica a interação patógeno, hospedeiro e ambiente. O fungo é um parasita obrigatório (biotrófico) e sua perpetuação depende da presença de hospedeiros suscetíveis e condições climáticas favoráveis.

Chuvas leves e frequentes, associadas à vento, são as condições adequadas para disseminação dos uredósporos. A germinação e penetração do fungo requerem períodos de molhamento foliar constante entre 6 a 10 horas, associado a temperaturas entre 17 a 28 ºC. Geralmente, nessas condições, as urédias aparecem 7 a 10 dias após a infecção do tecido, dependendo da cultivar utilizada.

 

Assista ao vídeo para compreender como o patógeno se desenvolve:

 

Conheça 10 estratégias para proteger-se contra a ferrugem asiática da soja.

 

  • Obedecer ao vazio sanitário e à calendarização de semeadura da região.
  • Eliminar as plantas hospedeiras;
  • Semear cultivares precoces, dentro da época ideal;
  • Distribuir adequadamente as plantas na área;
  • Evitar cultivo de soja safrinha;
  • Utilizar cultivares tolerantes, principalmente em semeaduras de final da época ideal.
  • Aplicar fungicidas preventivamente, ou seja, sem o sintoma da doença;
  • Aplicar fungicidas eficientes, que possuem em sua formulação a mistura de ingredientes ativos;
  • Associar fungicidas multissítios com sítio-específicos;
  • Evitar intervalos longos entre aplicações de fungicidas;

 


Autor(a)

Dr. Marlon Tagliapietra Stefanello

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