Oídio em tabaco

Publicado em: 23/02/2022
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O oídio é reportado em quase todas as áreas produtoras de tabaco e uma ameaça anual para a cultura.

Conheça os sintomas, ciclo da doença, epidemiologia e controle da doença.

O patógeno é altamente sensível ao ambiente e a severidade varia amplamente ano após ano, podendo reduzir o rendimento e a qualidade da folha de tabaco severamente.


Sintomas

A doença pode ser vista em mudas de tabaco, mas as folhas geralmente não são atacadas até que tenham completado sua expansão. Consequentemente, as plantas não estarão visivelmente infectadas por pelo menos 6 semanas após o transplante.

O sinal mais importante do oídio é uma camada cinza de pó sobre a superfície das folhas e caules. Inicialmente surgem manchas que aumentam rapidamente na parte inferior das folhas e logo recobrem toda a superfície inferior. Mais tarde, com o progresso da doença, observam-se manchas marrons na face superior.

Folhas afetadas tornam-se finas, perdendo o valor de mercado.

  • Espécie: Erysiphe cichoracearum DC
  • Família: Erysiphaceae
  • Ordem: Erysiphales
  • Classe: Pirenomicetos

Ciclo da doença e epidemiologia


O oídio é um parasita obrigatório ou biotrófico, só cresce e se reproduz em hospedeiros vivos.

A germinação de conídios e ascósporos é favorecida pela luz, ausência de água, em uma temperatura ótima entre 20-25 °C, em uma umidade ótima de 60-80%.

Sob condições favoráveis, os esporos emitem o tubo germinativo e 2h depois pousam nas folhas.

A extremidade do tubo germinativo torna-se achatada e engrossada para que haja a formação do apressório, e penetre na superfície da folha através do grampo de infecção.

O micélio externo pode se tornar visível em menos de uma semana e novos conídios são formados em até 4 dias.

A infecção costuma não ocorrer antes de as plantas estarem crescidas, sendo que a infecção aumenta a medida em que as plantas envelhecem.

Os ascósporos liberados dos peritécios, produzidos em plantas hospedeiras ou mesmo nas folhas de tabaco infectadas em cultivo anterior servem como inóculo primário.

Em regiões quentes, o inóculo primário são os conídios produzidos em plantas voluntárias de tabaco ou nativas do gênero Nicotiniana spp.

O inóculo secundário origina-se de conídios produzidos através da infecção primária. Dias quentes com baixa umidade, seguidos de noites frias com sereno seguido favorecem o desenvolvimento da doença.

Controle

Práticas culturais

  • Evitar baixas temperaturas no plantio
  • Eliminação de restos culturais
  • Usar amplo espaçamento entre linhas para aumentar a circulação de ar
  • Balanço nutricional auxilia na redução da severidade das doenças

Resistência varietal

  • Cultivares resistentes ou tolerantes ao fungo estão disponíveis, minimizando a ação do patógeno.

 

Referências:

SHEW, H. D.; LUCAS, G. B. Compendium of Tobacco Diseases, APS Press, The American Phytopatological Society, 1998.

Autor(a)

Drª. Mônica Debortoli
Drª. Sílvia Ortiz

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