Amarelão em Tabaco: indicações de controle

Publicado em: 11/01/2016
Compartilhe:

Este material traz informações sobre o Amarelão do tabaco, doença causada por Pythium spp e Fusarium spp.

- A doença;
- Sintomas;
- Dados;
- Controle;
- Resultados de pesquisas.


A doença

A cultura do tabaco pode ser atacada por diversas doenças, tanto no floating como no campo.

O Amarelão, doença causada por Pythium spp. e Fusarium spp., tem se convertido em grande preocupação para os fumicultores, principalmente em anos cujo inverno e primavera são úmidos e quentes.

Esta doença pode provocar uma redução da produtividade de até 80%.

Sintomas

Os sintomas do Amarelão são o amarelecimento geral da planta seguido da morte das plantas devido a morte das radículas evoluindo até a morte da raiz principal.

Pode ocorrer a emissão de novas raízes a partir do colo da planta, principalmente quando o patógeno principal for Fusarium.

Em uma safra com condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento do patógeno, existe grande probabilidade de ocorrência de níveis elevados de incidência do Amarelão.

Dados

A partir de metodologia desenvolvida para produção de mudas de tabaco protegidas da infecção causada por Pythium spp. e Fusarium spp. foram obtidos dados em experimentos onde o inoculo estava presente no floating e/ou no campo.

Foi observado um ganho médio em peso de massa fresca de folhas acima de 60% quando o controle foi obtido a partir de aplicações no floating e no transplante.

Quando o inóculo esteve presente apenas no floating o ganho foi superior a 20% e em condições de mudas livres de infecção mas transplantadas para campo infestado foi observado ganho de 53% em peso de massa fresca de folhas.

Controle

O processo de controle deve ser iniciado no floating, onde principalmente Pythium spp. encontra condições ótimas de infecção. Nas condições de floating deve ser aplicado fungicidas específicos como fluopicolide + Cloridrato de propamocarbe, mancozebe + metalaxil - M, etridiazol, associados a fungicidas biológicos a base de Bacillus subtillis para viabilizar o desenvolvimento das mudas livres da infecção por Pythium spp.

Como nas áreas onde o fumo vai ser transplantado pode ocorrer a presença de Pythium spp. e Fusarium spp., deve ser realizada uma aplicação de algum dos produtos registrados na cova de transplante. Em situações extremas, cujo histórico de ocorrência do Amarelão estiver associado a condições climáticas favoráveis, uma segunda aplicação pode ser recomendada desde que o intervalo de aplicações seja de no máximo 7 dias.

Resultados de pesquisas

Os resultados observados nos trabalhos de pesquisa apontam que o melhor programa de controle do Amarelão inicia na sanidade das mudas provenientes do floating, através do controle de Pythium spp. nas piscinas com aplicações de fungicidas, seguido de uma ou duas aplicações no campo com histórico de amarelão no momento do transplante seguido de um tratamento subsequente dependendo do nível de inoculo e do grau de favorecimento das condições climáticas.


Autor(a)

Ph.D. Ricardo Balardin

MATERIAIS MAIS ACESSADOS:
VOCÊ PODE GOSTAR: