Algodão: flores brancas e rosas?

Publicado em: 24/02/2022
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O material traz algumas curiosidades sobre a planta de algodão, sobre o porquê da planta ter flores brancas e rosas e o que isso indica.

  • Tipo da flor;

  • Desenvolvimento das flores;

  • Flor após a polinização.

Tipo da flor

O algodoeiro possui flores completas, com quatro verticilos florais: pétalas, sépalas, androceu e gineceu. Possui ainda 3 brácteas de proteção. O androceu, que possui cerca de dez fileiras de estames, sendo o órgão masculino da flor, com colunas estaminais envolvendo o estilete até a altura do estigma (OLIVEIRA, 2007).



Desenvolvimento das flores

O desenvolvimento das flores do algodão inicia-se com o desenvolvimento do meristema e passa por diversas fases até finalizar com a abertura da flor, fase em que encontra-se apta para fertilização. A flor se abre, no geral, no período da manhã, quando o sol começa a esquentar; em dias mais frios e nublados, a abertura pode atrasar para o período da tarde (Figura 2).


Figura 2 - Abertura da flor de algodão  

Flor após a polinização

Com a abertura da antera os grãos de pólen ficam livres para a polinização (PASSOS, 1982). Após a fertilização, a coloração das pétalas sofre uma mudança fisiológica alterando a sua coloração de creme para rosa, devido a deposição de antocianinas, cujo sinal representa o início da fertilização (PASSOS, 1982; BELTRÃO e AZEVEDO, 2008).

 


 Figura 3 - Flor de algodão após a polinização


Referências Bibliográficas

BATISTA, V.G.L. Expressão de genes envolvidos com o desenvovlimento do botão floral do algodoeiro (Gossypium hirsutum H.) por meio de RT-PCR e RTqPCR. Dissertação (Mestrado em Ciências Agrárias) Universidade Estadual da Paraíba, 2012.

BELTRÃO, N. E. M.; AZEVEDO, D. M. P. de. O agronegócio do Algodão no Brasil. Campina Grande: Embrapa, 2008.

OLIVEIRA, R. S.; OLIVEIRA NETO, O. B.; COSTA, P. H. A.; EVANGELISTA, I. B. R.; LEONARDECZ, E.; ROMANO, E.; COUTINHO, M. V.; VIANA, A. A. B.; SILVA, M. C. M.; ROCHA, T. L.; GROSSI DE SÁ, M. F. Transformação de algodoeiro via tubo polínico: otimização e perspectivas de aplicação. Brasília: Embrapa Recursos Genéticos, 2007. 30p. (Boletim de Pesquisa e Desenvolvimento, 184).

PASSOS, S. M. G. Algodão. Campinas: ICEA, 1982.


Autor(a)

Drª. Sílvia Ortiz

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