Bicudo-do-algodoeiro: 4 dicas para o controle desta praga

Publicado em: 12/03/2022
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O bicudo-do-algodoeiro, Anthonomus grandis Boh. (Coleoptera: Curculionidae), é uma das pragas mais danosas do algodão, podendo chegar a inviabilizar a produção da cultura em áreas de alta infestação que não recebam o controle adequado. 
O dano dessa praga inicia com injúrias ao botão floral, com perfurações na parte apical para alimentação, a fim de acessar os grãos de pólen, enquanto na parte basal são feitas as perfurações de oviposição pela fêmea. As brácteas dos botões atacados tornam-se amareladas e abertas, e quando as larvas emergem e começam a se alimentar, os botões caem. Com a diminuição do florescimento, o bicudo começa a atacar também as maçãs, perfurando-as.
Conheça a seguir 4 dicas importantes para o manejo eficiente do bicudo:

  1. Realize o monitoramento. Ao realizar o levantamento e detectar o nível de controle, pode-se tomar a decisão quanto ao melhor momento de controle. É importante manter o monitoramento e as aplicações quando necessárias, mesmo em fase de final de ciclo do algodoeiro, visando a evitar multiplicação do bicudo nesta etapa da cultura.
  2. Faça a semeadura do algodoeiro de acordo com o calendário estabelecido. A época de semeadura das áreas de algodão é regulamentada por portarias dos órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal, de forma a ser realizada em período definido e concentrado. Assim, cada uma das regiões produtoras de algodão tem um calendário próprio de semeadura e colheita. Esse calendário é elaborado em função das características próprias de cada região quanto ao clima, aos sistemas de produção, entre outros pontos.
  3. Associe o controle químico do bicudo com o controle cultural. Essa integração consiste em uma importante estratégia de controle do inseto, mas não pode ser usada de forma isolada, pois tão importante quanto a eficiência do inseticida escolhido é a tecnologia de aplicação desse inseticida. A aplicação de inseticidas não recomendados para a praga, em doses, formulações ou técnicas inadequadas pode comprometer o controle por não atingir o alvo de forma eficiente.
  4. Realize o controle químico localizado de populações migrantes do bicudo. Estes indivíduos sobreviventes de uma safra ficam quiescentes na entressafra, abrigando-se em refúgios de vegetação natural do Cerrado. Assim que se inicia a nova safra de algodão, os bicudos remanescentes retornam à lavoura, causando danos. Por isso, o controle localizado destas populações migrantes do refúgio para as lavouras através de pulverizações sistematizadas de inseticida no perímetro das lavouras (aplicações de bordadura) é prática eficiente no controle populacional da praga.

Referências:

MIRANDA, J. E.; RODRIGUES, S. M. M.  Manejo do bicudo-do-algodoeiro em áreas de agricultura intensiva. Campina Grande: Embrapa, 2016. (Circular técnica, 140).

BASTOS, C. S. et al. Bicudo do algodoeiro: identificação, biologia, amostragem e táticas de controle. Campina Grande: Embrapa, 2005. (Circular técnica).

Autor(a)

Drª. Tatiane Lobak

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