Irrigação: a técnica para maximização da produtividade dos sistemas agrícolas

Publicado em: 21/08/2022
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Desde 1798 a teoria Malthusiana já anunciava que o crescimento desequilibrado da população ocasionaria um desgaste do solo e a limitação na quantidade de terras férteis disponíveis à expansão, levando a ocupação cada vez maior de terras menos férteis e, consequentemente, à menor produção de alimentos. Porém, graças aos avanços científicos e tecnológicos ligados aos sistemas de cultivo, junto ao controle de natalidade e surgimento da indústria alimentícia, não permitiram que a teoria Malthusiana se confirmasse (FARIA, PEROBELLI E SOUZA, 2020).

Dentre essas técnicas que foram aprimoradas, a irrigação se destaca, podendo ser descrita como um conjunto de técnicas que são utilizadas desde a pré-história, em que o homem vem desviando cursos d’água para suprimento da demanda hídrica de culturas agrícolas, melhorando o fornecimento de água para as plantas por lograr as situações adversas e cenários de má distribuição natural do volume de chuvas durante o ciclo de cultivo, para atender a demanda hídrica das culturas. Tendo em vista os altos custos para a aquisição de terras, a irrigação otimiza a exploração da atividade agrícola, possibilitando a obtenção de melhores resultados produtivos (LIMA, FERREIRA E CHRISTOFIDIS, 1999). 

A irrigação é uma técnica de caráter obrigatório para regiões semiáridas onde são registradas precipitações anuais inferiores a 250 mm, sendo caracterizada como uma condição em que dificilmente alguma cultura se desenvolveria sem fornecimento de água via irrigação. Mas também, em outras regiões onde ocorrem mais de 600 mm de chuva por ano, o fornecimento de água é realizado de caráter complementar, em alguns períodos do ano. Irrigar, além de reduzir os riscos de perdas de produtividade por déficit hídrico, apresenta outras vantagens como melhorar a exploração da atividade agrícola sem total dependência do regime natural das chuvas, podendo proporcionar aumento de produtividade na proporção de 3,7, 2,0 e 1,9 vezes (figura 1), em relação ao cultivo sequeiro, para arroz, feijão e trigo, respectivamente. Pode também proporcionar uma melhor qualidade do produto, como por exemplo, elevar o teor de açúcar de frutas, aumentar o teor de sólidos solúveis e aumentar as dimensões dos frutos. Sem falar no impacto socioeconômico, pela geração de empregos e aumento da demanda de mão de obra técnica qualificada para execução de projetos, fabricação, operação e manutenção de equipamentos de irrigação, gerando emprego e renda. Também pode ser destacado a possibilidade da realização de 3 safras por ano, otimizando o uso da mão-de-obra e máquinas, consequentemente oportunizando a introdução de novas tecnologias na propriedade (TESTEZLAF, 2017; ANA, 2021).

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Autor(a)

Eng. Agr. Matheus Meotti

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