O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja, atrás apenas dos EUA. Na safra 2016/2017, projeta-se que a área plantada com a oleaginosa seja de 33,48 milhões de hectares, com um acréscimo de 0,9%, em relação a área plantada na safra de 2015/2016, que foi de 33,18 milhões de hectares.

Lavoura de Soja 2

As perspectivas de clima ainda estão bastante incertas, projeções apontam para a possibilidade de La Niña moderada em 2016/2017, mas projeções mais recentes indicam a possibilidade do retorno da neutralidade.

Lições da última safra a serem levadas em consideração

O controle tardio de doenças sempre deverá ser evitado, pois quando isso ocorre a evolução da doença já estará em nível bem adiantado e as perdas em produtividade serão inevitáveis. Para que o controle seja feito na hora correta, devemos levar em consideração algumas variáveis, como: a época de semeadura, o clima do local, controle preventivo, o uso correto de fungicidas e a qualidade de aplicação dos produtos.

A escolha correta dos fungicidas deverá levar em conta qual momento fenológico a cultura se encontra, a quantidade de inóculo existente e qual a doença que será priorizada no momento desta aplicação.

A aplicação correta de fungicidas é de extrema importância e alguns fatores devem ser levados em consideração para a realização de uma aplicação eficiente, tais como: a hora da aplicação, evitando horários mais quentes do dia e com incidência de ventos, a idade da planta, pois plantas mais novas têm maior capacidade de absorção dos produtos, a distribuição de gotas, o arranjo de plantas, entre outros.

Riscos para a próxima safra

Devemos levar em consideração alguns fatores que trazem riscos para a boa implantação da lavoura, assim como para a expressão de seu potencial genético,traduzido em rendimento de grãos.

  • Inóculo de ferrugem e outras doenças – existem estudos que comprovam que o inóculo da ferrugem está no ar e também devemos considerar o inóculo trazido pela semente.
  • Quadro meteorológico favorável – a frequência de chuvas a cada semana é suficiente para termos infecção de doenças na lavoura, a temperatura noturna também tem sua influência, pois a amplitude térmica pode gerar maior molhamento foliar. A umidade do solo interfere no controle, pois a planta submetida a unidades mais elevadas de solo tende a diminuir o residual dos produtos pelo fluxo de água na planta.

Estratégias de controle de doenças da soja

Uma estratégia sustentável deve levar em consideração sempre o foco no inóculo das doenças, a escolha do fungicida e de seu manejo correto e a tecnologia de aplicação,que é fundamental no controle da doenças.

O programa de controle tem que ser balizado na doença “mais rápida”, que no caso da soja é a ferrugem. Com o avanço dos estádios da cultura, as doenças se beneficiam, pois quanto mais velha a planta, menor será a produção de defesas, absorção dos produtos, bem como seu residual.

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