O manejo da buva não está dando certo? Conheça estratégias de controle que vão te ajudar! Publicado em:

Neste material você vai conhecer um pouco mais sobre:

  • Características da buva
  • Estratégias de controle para buva resistente
  • Aplicação de herbicida em sequencial
  • Associações de herbicidas

 

Conheça a planta daninha

A buva é considerada uma das principais plantas daninhas do Brasil.


A planta apresenta folha larga e ciclo anual, propagando-se unicamente através de sementes, podendo produzir até 300.000. Suas sementes não apresentam dormência e germinam prontamente quando em condições favoráveis de temperatura, luz e umidade. A emergência da buva ocorre no período entre o final do outono e o início da primavera, que coincide com o período de pousio ou plantio de inverno, favorecendo o estabelecimento dessa planta em áreas produtivas quando não há manejo entressafra.

 

Buva e casos de resistência

A buva tem sido frequentemente associada a casos de resistência a herbicidas. Atualmente, existem mais de 100 casos de buva resistente a herbicidas no mundo. As resistências isoladas são referentes aos herbicidas glifosato, clorimuron, paraquat e saflufenacil e as múltiplas, aos herbicidas glifosato e clorimuron; glifosato, clorimuron e paraquat; e o caso mais alarmante, porém pontual, aos herbicidas glifosato, paraquat, saflufenacil, diuron e 2,4-D.

 

Estratégias de manejo


Como principais alternativas para realização do manejo adequado de buva, a fim de solucionar questões de resistência, pode-se citar as práticas de aplicação de herbicidas em mistura e sequencial. Ambas as práticas apresentam o intuito de aumentar a eficiência do produto em comparação à sua utilização isolada.

 

Aplicação de herbicidas associados

Dentre as alternativas de controle, estão a utilização de herbicidas auxínicos em associação ao glifosato, como 2,4-D, dicamba, halauxifen e triclopyr. E para o manejo de buva resistente ao glifosato e paraquat, pode ser necessário adicionar à calda um herbicida de contato, como o saflufenacil, por exemplo. A presença de saflufenacil em mistura, além de resultar em controle mais rápido (inferior a 10 dias), também aumenta o espectro de controle (Figura 1).

Figura 2. Avaliação de controle de buva 50 dias após a segunda aplicação. COPACOL - Cafelândia – PR., 2019. PDPA/UFRRJ
Figura 1. Avaliação de controle de buva 50 dias após a segunda aplicação. COPACOL - Cafelândia – PR., 2019. PDPA/UFRRJ

Aplicação de herbicidas em sequencial

Quando falamos de aplicação sequencial, também se utilizam herbicidas com ação de contato. Nesse caso, o glufosinato de amônio apresenta-se como alternativa nos biótipos com resistência ao paraquat. Para a aplicação de herbicida de contato, é importante que as plantas tenham de 10 a 15 cm de rebrote.

A escolha do herbicida de contato utilizado em mistura/sequencial é dependente da velocidade com o que o mesmo age. Esse é o motivo pelo qual não se recomenda a aplicação de paraquat ou glufosinato de amônio em mistura, sendo alternativas para aplicação em sequencial. Por outro lado, o saflufenacil, mesmo sendo um herbicida de contato, possui ação mais lenta, permitindo seu uso em mistura.

Como escolher os herbicidas?

Para definir qual alternativa é mais vantajosa é necessário comparar as vantagens e o custo da aplicação em mistura ou sequencial. A aplicação de saflufenacil em mistura aos herbicidas glifosato+auxínicos é economicamente mais vantajosa que a aplicação sequencial de glufosinato de amônio. Entretanto, a aplicação sequencial tem vantagens, como o controle do novo fluxo de emergência que ocorre entre a primeira e a segunda aplicação, controlando também aquelas plantas que permaneceram abaixo da palhada no momento da primeira aplicação. Desta forma, cada caso deve ser observado com cautela no momento da escolha do melhor manejo na dessecação.

 

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