Podridão-mole por Erwinia spp. em batata: sintomas e controle
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A podridão-mole em batata (Solanum tuberosum) é causada por várias espécies de bactérias do gênero Erwinia e caracteriza um dos principais problemas de pós-colheita da batata. Como a doença reduz significativamente o tempo de armazenamento dos tubérculos, o produtor não consegue negociar o preço, sendo obrigado a comercializar a produção o quanto antes.

A bactéria penetra o tubérculo por meio de lesões, lenticelas – estruturas de respiração presentes no tubérculo – ou estolões, no solo, na colheita ou durante o armazenamento, causando uma podridão mole e encharcada, de cor creme no centro e escura na periferia da área atingida. Os tecidos atingidos desintegram-se e liberam um líquido fétido. A deterioração é rápida, ocorrendo em poucos dias, e espalhando-se rapidamente para os demais tubérculos.

 

Medidas de controle:

  •  Rotação de culturas com gramíneas desfavorece o patógeno e reduz seu inóculo no solo;
  •  Utilização de propágulos sadios;
  •  Confecção de camalhões altos para o plantio, que reduz a umidade e dispensa a amontoa, diminuindo a possibilidade de ferimentos durante a prática, e assim, a entrada do patógeno;
  • Controle de insetos para reduzir as lesões nos tubérculos; 
  • Colher os tubérculos fisiologicamente maduros e protegê-los da radiação solar, que pode causar queimaduras, as quais servem de entrada ao patógeno;
  • Durante o armazenamento, manter a temperatura entre 1,6 a 4,5°C e o ambiente ventilado, evitando o acúmulo de um filme de água e de CO2;
  • Não lavar os tubérculos antes do armazenamento.

 

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